quinta-feira, 7 de abril de 2016

E se a política brasileira fosse o "Senhor dos Aneis".


E se a política brasileira fosse o "Senhor dos Anéis": 


1. Sauron seria o Lula. Ele parecia que está sumido, mas está sempre ligado ao Anel do Poder e maquinando as forças do Mal. O velho Morgoth é Getúlio Vargas. Apesar de morto há eras, forneceu o modelo estatal-ditatorial-personalista estilo "Pai dos Pobres" que o Sauron de nove dedos apenas aperfeiçoou e busca ser o sucessor espiritual. 

2. Mordor é Cuba . A cidadela humana tomada pelas trevas que se tornou Minas Morgul é a Venezuela. O Foro de São Paulo/UNASUL é a torre de Barad-Dur, onde o olho de Sauron espera voltar a se materializar com sua vitória definitiva. 

3. Os orcs são os petistas. Os ogros são o MST, a parte pesada do exército das trevas. Os trolls são os sindicatos, que são petrificados pela luz da verdade. 

3b. Mercadante, Suplicy, etc são aqueles chefes orcs que muito rugem mas na hora da batalha perdem até para os hobbits. 

4. Os goblins seriam o PSOL, a linha auxiliar dos orcs. E tem uma atração especial pela riqueza dos anões (ver abaixo) 

5. O Anel do Poder é o governo federal. Um anel para a todos dominar. "My precious". E Lula-Sauron só pensa em obtê-lo de volta. Transtorna e corrompe todos que se envolvem com ele. E é fonte inesgotável de tentação. 

5b. José Dirceu é Gollum. Ele pensou ser o herdeiro definitivo do Anel do Poder, que o usou, exilou, consumiu e o transformou numa criatura patética e problemática, uma sombra de si mesmo. (A história ainda está para ser contada se este Gollum vai em sua independência ser fundamental para banir de vez Sauron.) 

6. Os elfos são o PSDB, que já tiveram o anel, mas são arrogantes o bastante para não se envolver com outras raças e estão em decadência. Preferem se entrincheirar nas florestas encantadas de São Paulo e Paraná, mas sofrem tendo sido destruído o reino elfo encantado de Minas Gerais. Ainda assim não descem do salto. A arrogância de FHC é digna de um rei dos elfos... São Paulo é Lothorien onde Alckmin flana seguro feito uma Galadriel. O paraná é Rivendell, onde a pouca resistência contra Mordor se reúne. E Minas Gerais era a floresta de Mirkwood, mas que já caiu para as trevas do necromante Pimentel de Don Guldur, uma das manifestações de Sauron. 

7. Os humanos são o PMDB: Eles já foram fortes no passado, mas estão divididos e falta um rei. São eles que desequilibram a balança entre elfos e orcs. Muitos foram seduzidos pelo Anel do poder e forneceram os Nazgul como escravos sem alma de Sauron e seu anel (Renan Calheiros antes da rebelião, Michel Temer, Romero Jucá, Cabral, Paes). 

7b. O Regime militar era o reino de Númenor. Outrora próspera, foi corroída por dentro por Sauron e asseclas vermelhos. O Sauron-Lula como nova esquerda sindical fingiu que ajudava Númenor-Militares enquanto entregava a velha esquerda, mas também enfraquecia ideologicamente o governo. Quando Númenor caiu em 1985, o caos permitiu a lenta porém contínua tomada de poder de Sauron e Mordor anos depois. Os elfos e humanos fracassaram totalmente em manter a ordem na Terra Média. 

8. Os anões são os empresários. Eles pensam que podem contemporizar com Sauron e viverem tranquilos cavando suas riquezas. Mas as vezes desenterram demônios e atraem dragões que são aliados tácitos de Sauron. Joaquim Levy é o Balrog tributário e as empreiteiras são o Smaug da cartelização. Alguns reis anões também ganharam anéis de Sauron (BNDES), como Eike Batista e a família JBS. No final os anões sempre perdem toda sua riqueza. Já dizia Lênin: "os burgueses te vendem a corda com a qual serão enforcados" 

9. Não há o guardião Gandalf, Quer dizer, havia, mas morreu num acidente de helicóptero faz tempo... 

9b. A banda boa do Ministério Público, Justiça e Polícia Federal é o reino de Gondor. São valorosos, bem intencionados e estão na linha de frente contra Mordor e as trevas. Mas não tem líder e sozinhos não são páreo contra os orcs unidos. E os elfos não estão nem ai... 

10. Os outros Nazgul foram recrutados entre PROS, PSD, PDT, etc (Katia Abreu, Kassab, os irmãos Ciro, Afif, Cristovam Buarque). Também eram reis em suas terras, mas o Anel do Poder roubou suas almas com seus sub-anéis, ie, os ministérios. 

11. Dilma é como Saruman (com muito - mas muito menos - inteligência): Originalmente no PDT era contra a linha petista, ai se converteu e os auxiliou. Mas ela poe os pés pelas mãos e vai terminar exilada e na prática só prejudicando mesmo o reino dos hobbits. Preocupado em se safar, Sauron não irá em auxílio de Saruman na desgraça. O Palácio do Planalto é a torre de Orthanc: Quer parecer independente mas na verdade é um testa-de-ferro de Mordor e Barad-Dur. 

12. Os Dúnedain (descendentes dos númenorianos) são os brasileiros de direita, que hoje estão na internet. 
Apesar não possuir força politica própria, são a verdadeira linha de defesa contra o Lula-Sauron, por isso são chamados de guardiões. 
O inimigo os caça impiedosamente por todos os lados, principalmente nas universidades, por isso os Dúnedain vivem escondidos. 
O rei que retornará para ter o melhor e mais próspero governo jamais visto, esta entre eles, mas Dúnedain não acreditam na própria força, devido as falhas do passado. 

13. Finalmente os hobbits são aqueles brasileiros sossegados que pensam que nada disso os afeta e só querem pensar em futebol, comer e dormir. São os hobbits que aguentam nas costas todo o peso tributário de carregar o Anel do Poder que é o governo federal. Os hobbits vão se lascar mais cedo ou mais tarde nas mãos de Sauron e seus orcs. Mas são os únicos que podem destruir este Anel federal, digo, do Mal.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O JEITINHO BRASILEIRO DE ENGANAR AS REGRAS OU A TRISTE VOLTA DA "LEI DE GERSON - LEVAR VANTAGEM EM TUDO"

O JEITINHO BRASILEIRO DE ENGANAR AS REGRAS OU A TRISTE VOLTA DA "LEI DE GERSON - LEVAR VANTAGEM EM TUDO"


Dentro do segmento econômico-financeiro, assistimos, muitas vezes, ao brasileiro ser oprimido com taxações abusivas; com leis que parecem feitas para não favorecer o empreendedor ou o pequeno empresário, devido às suas demasiadas quantidades de tributos, contribuições e complexidades; com leis que parecem não favorecer a ordem e o progresso graças à grande burocracia que faz o personagem central dessa história procurar por caminhos alternativos de desenvolvimento. Cria-se aí uma realidade paralela, onde, para navegar nesse ambiente – e aqui o texto restringe-se apenas a essa esfera econômica -, muitas vezes o brasileiro encontra o seu jeitinho. Jeitinho esse que é globalmente conhecido. Um jeito típico de resolver todos os impasses, que já foi do status de “vergonha nacional” à “estratégia coorporativa” desenvolvida dentro das empresas. Basta relembrar o que assunto já foi tema de palestra a empresários ligados à Câmara de Comércio França Brasil! 
Também é plausível compreender que o tal do jeitinho se confunde com a criatividade que o brasileiro coloca em prática para viver – e sobreviver – dentro do que lhe parece opressor, sem caminho ou sem oportunidade. E eis que aqui surge um grande beco sem saída: não deveria o brasileiro ter que inventar formas para navegar em um ambiente opressor já que a opressão não é algo que deveria pesar sobre os ombros dos cidadãos de bem. Simples, não? Não, nem tanto. Justamente por isso não podemos deixar de elucidarmo-nos por uma das mais brilhantes reflexões já feitas sobre o modo de ser do brasileiro, escrita por um dos maiores intelectuais do país, Roberto da Matta:

  • Entre a desordem carnavalesca, que permite e estimula o excesso, e a ordem, que requer a continência e a disciplina pela obediência às leis, como é que nós, brasileiros, ficamos? Qual a nossa relação e a nossa atitude para com e diante de uma lei universal que teoricamente deve valer para todos? Como procedemos diante da norma geral, se fomos criados numa casa onde, desde a mais tenra idade, aprendemos que há sempre um modo de satisfazer nossas vontades e desejos, mesmo que isso vá de encontro às normas do bom senso e da coletividade em geral? […] De fato, como é que reagimos diante de um ‘proibido estacionar’, ou diante de uma fila quilométrica? Como é que se faz diante de um requerimento que está sempre errado? Ou diante de um prazo que já se esgotou e conduz a multa automática que não foi divulgada de modo apropriado pela autoridade pública? Ou de uma taxação injusta que Governo novamente decidiu instituir de modo drástico e sem consulta?Nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra, somente para citar três bons exemplos, as regras ou são obedecidas ou não existem. Nessas sociedades, sabe-se que não há prazer algum em escrever normas que contrariam e, em alguns casos, aviltam o bom senso e as regras da própria sociedade, abrindo caminho para a corrupção burocrática e ampliando a desconfiança no poder público. Assim, diante dessa enorme coerência entre a regra jurídica e as práticas da vida diária, o inglês, o francês e o norte-americanos param diante de uma placa de trânsito que ordena parar, o que – para nós – parece um absurdo lógico e social, pelas razões já indicadas. Ficamos, pois, sempre confundidos e, ao mesmo tempo, fascinados com a chamada disciplina existente nesses países. Aliás, é curioso que a nossa percepção dessa obediência às leis universais seja traduzida em termos de civilização e disciplina, educação e ordem, quando na realidade ela é decorrente de uma simples e direta adequação entre prática social e o mundo constitucional e jurídico. É isso que faz a obediência que tanto admiramos e, também, engendra aquela confiança de que tanto sentimos falta. Porque, nessas sociedades, a lei não é feita para explorar ou submeter o cidadão, ou como instrumento para corrigir ou reinventar a sociedade. Lá, a lei é um instrumento que faz a sociedade funcionar bem e isso – começamos a enxergar – já é um bocado. […] Nós, somos um país onde a lei sempre significa o ‘não pode!” formal, capaz de tirar todos os prazeres e desmanchar todos os projetos e iniciativas. De fato, é alarmante constatar que a legislação diária no Brasil é uma regulamentação do ‘não pode’, a palavra ‘não’ que submete o cidadão ao Estado sendo usada de forma geral e constante. Ora, é precisamente por tudo isso conseguimos descobrir e aperfeiçoar um modo, um jeito, um estilo de navegação social que passa sempre nas entrelinhas desses peremptórios e autoritários ‘não pode!’. Assim, entre o ‘pode’ e o ‘não pode’, escolhemos, de modo chocantemente antilógico, mas singularmente brasileiro, a junção do ‘pode’ com o ‘não pode’. Pois bem, é essa junção que produz todos os tipos de ‘jeitinhos’ e arranjos que fazem com que possamos operar um sistema legal que quase sempre nada tem a ver com a realidade social. 

Roberto da Matta continua sua reflexão. Para ele – e também para nós -, a questão mais profunda enraizada no estilo ‘jeitinho brasileiro’ de atuar na vida em sociedade, apesar de seus correspondentes positivos, como, por exemplo, a criatividade para achar uma solução para qualquer problema, reflete, ainda, uma péssima relação do brasileiro com a lei em geral. Diga-se de passagem, leis estas que deveriam servir ao nosso propósito maior de ordem e progresso. Acima de todas as discussões, será possível que ontem, como plano de fundo, o mundo assistiu à manifestação de uma nação – ou pelo menos grande parte dela – cansada de ter que atuar com o jeitinho brasileiro para conseguir uma vida melhor e mais digna de ser vivida? É possível que sim, já que esse é o nosso direito, e também o nosso dever.

Trecho de Roberto Da Matta extraído do livro: O que faz o Brasil, Brasil (editora Rocco)

Milton Aldana

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